quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Acreditar

Acreditar, uma palavra que me move.
Ao deitar acredito. Ao levantar acredito.
Uma força diferente de todas. É como ouvir uma 'pressão' interna te dizendo:
- Você pode! ... - Isso não é nada, você pode mais!
...Pode mais...
Mais desafios, mas vitórias.
Mais saudades, mas amor.
Mais decepções, mas experiências.
Mais tristezas, mas alegrias.
Mais, mas, mais, mas, mais, mas ... e é até confuso acreditar que tudo é perfeito e que todas as pessoas são felizes, quem me dera!
Porém, acredito. Continuarei acreditando.
Isso me move. Isso me faz viver.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O tempo

Um ano, ... Outro ano...
Um mês, ... Outro mês...
Uma semana, ... Outra semana...
Um dia, ... Outro dia...
Uma hora, ... Outra hora...
Um minuto, ... Outro minuto...
Um segundo, ... Outro segundo...
Tic tac, ... Tic tac...
Hoje, ... Amanhã..

Pétala pela janela


Uma terça- feira nublada. O que parece é que o dia amanheceu com preguiça de acordar.
A natureza responde aos poucos... Fios de sol se escondem por trás das nuvens.
Pássaros voam agrupados. Elefantes passeiam pelo zoológico. Águas turvas correm pela Reserva Ecológica -Ah, maravilha é a natureza!
E eu com minha ignorante existência, com meu cego olhar, mal percebo a grandiosidade da vida.
E lá vem ela de surpresa. Ela, é uma pétala.
Simplesmente uma pétala. Um grão. Surgiu. Voou pela janela e ficou em meu peito.
Do lado esquerdo. Bem em cima do coração.
Parecia que queria me dizer algo. E disse!
Fez-me perceber tamanha importância da vida, fora da minha janela.

Um pra dois

Pessoas se agrupam pelas paradas de ônibus. Avenida W3. Avenida de Brasília. De Norte a Sul corta todo o Plano Piloto. 
Uma parada de ônibus lotada. Ônibus chegando. Pessoas correndo. Empurra de lá. Empurra de cá. 
Ônibus partindo. Pessoas correndo... - Ufa! 
Tantas situações comuns. E a chuva cai. É novembro. Chove em Brasília neste período. 
Guarda-chuvas se abrem. Coisas inusitadas acontecem. Guarda-chuvas se emaranham. Pessoas se molham. Se irritam. Ônibus chegando. Ônibus partindo. Pessoas correndo. - Ufa!
O que de inusitado aconteceria numa parada? Numa rotina? 
Pessoas correndo, mal se olham. E se molham. 
Pessoas por vezes, mal se conhecem. E se conhecem, se esquecem. 
O inusitado? Um carinho. 
Entre um ônibus chegando, um ônibus partindo e pessoas correndo. Um carinho! 
Tão incomum, o carinho, em dias de hoje. Tão incomum, o carinho, verdadeiro. Um casal. 
Normal? De idosos? 
Nem tão normal assim, em dias de hoje. 
Fazia frio naquela parada. Mesmo lotada de pessoas agrupadas. Chovia. Molhava naquela parada. 
Ela com frio se abrigava. Aliás, eles se abrigavam. Era um casal, lembra? 
Mas um guarda-chuva para dois. Entre tantos guarda-chuvas. Era um. Um para dois. 
Comum? Comum, dois em um guarda-chuva? -Ah, mas o incomum ainda não chegou!
E por trás do seu companheiro, ela pequenininha, se abrigava. Naquele momento fazia toda a diferença ser pequena. Ela tinha que ser pequena. Fazia toda diferença para o incomum. O incomum? 
O carinho. O chamego. O abraço. O aconchego. O beijo. O beijo molhado. O beijo nas costas do seu velho. Do seu velho companheiro. Beijo molhado. Inusitado! 
Isso sim, incomum... Entre ônibus chegando e ônibus partindo. Vidas indo e vindo. 
-Ufa! Lá vem... Chegou o meu ônibus. Vou partir. 
Levo comigo um guarda-chuva. Um pra dois. Espero dividir.